sexta-feira, 27 de maio de 2011

InterLetras abre inscrições para trabalhos científicos


Já é possível inscrever trabalhos para apresentação durante o InterLetras 2011, programação voltada aos alunos do curso de Letras da Universidade do Estado do Pará (Uepa) que pretende, esse ano, discutir a relação da literatura e da linguagem com o social e o político.


Os discentes devem inscrever seus projetos até 10 de junho pelo endereço eletrônico interletras@yahoo.com.br, enquanto que aqueles que quiserem apenas acompanhar as palestras deverão procurar a coordenação do curso, no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), ou se inscrever por e-mail a partir de 3 de junho até a véspera do evento. O InterLetras acontece entre os dias 22, 34 e 24 de
junho.

As palestras centrais acontecerão no auditório da biblioteca "Paulo Freire", no próprio CCSE, e serão ministradas por professores convidados de outras universidades, como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Pará (UFPA) e da própria Uepa. As temáticas tratarão da relação dos
artistas com a vida política, do uso integrador ou discriminatório da língua e do modo de a filosofia abordá-la. As apresentações de trabalho acontecem no mesmo local, após as palestras.

Os interessados em inscrever trabalhos devem buscar o formulário de inscrições no site do evento (ver link ao final da matéria). O material recebido será análisado e selecionado pela comissão científica do InterLetras, formada por professores indicados pela coordenação do curso de Letras, sendo os autores aprovados comunicados por e-mail.

Os demais participantes, que só se inscreverão a partir de 3 de junho, devem procurar a coordenação do curso, no bloco I do CCSE, entre 8h e 12h e entre 16h e 20h, ou enviar e-mail com a ficha de inscrição (também disponível no site do evento) preenchida para o mesmo endereço, interletras@yahoo.com.br, e fazer depósito identificado na Caixa Econômica Federal (CEF) em favor de Wenceslau Otero Alonso Júnior, agência 4110, operação 13, conta poupança 00021729-9. Universitários pagam R$ 15 antecipado e R$ 20 no dia do evento, enquanto que professores pagam R$ 20 e R$ 25, respectivamente. No momento do credenciamento, ao apresentar o comprovante do depósito, o inscrito receberá material referente ao evento e passe livre para participar de todas as atividades.


SERVIÇO O InterLetras recebe inscrições de trabalhos científicos até o dia 3 de junho pelo e-mail interletras@yahoo.com.br, e as inscrições para participantes acontecem a partir de 3 de junho até o dia do início da programação, realizada na biblioteca "Paulo Freire" do CCSE (Trav. Djalma Dutra, s/n - Telégrafo), entre os dias 22, 23 e 24 de junho. Informações: (91) 4009-9505. Mais informações no Blog do InterLetras 2011.

Texto: Angélica Lopes (Centro Acadêmico de Letras Eneida de Moraes - CALEM/UEPA) - @aesfinge

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Seminário discute o telejornalismo esportivo de ontem, hoje e amanhã


PC Vasconcelos, do Sportv, foi o convidado especial. Evento faz parte do Troféu Rômulo Maiorana, que será entregue na próxima quarta (01).

Gustavo Ferreira (@gusdferreira)

Dos primórdios até os tempos das mídias sociais, o telejornalismo passou por várias transformações. O esporte também. E foi sobre essas mudanças que o telejornalismo esportivo viveu nestas 6 décadas que o jornalista Paulo Cesar Vasconcelos, chefe de redação do Sportv, comentou nesta quinta, no auditório do Crowne Plaza. Na platéia do seminário "Telejornalismo Esportivo: passado, presente e futuro", apresentado por André Laurent, cerca de 120 jornalistas, estudantes e esportistas, ouviram atentos o jornalista, que esteve em 5 Copas do Mundo e 3 Olimpíadas, em mais de 30 anos de carreira.

O jornalista Paulo Cesar Vasconcelos, do Sportv,
foi o convidado especial do evento
(Foto: Gustavo Ferreira)


PC comentou a evolução da imprensa esportiva na TV, citando como fatores fundamentais as conquistas brasileiras em diversas modalidades, a partir dos anos 70 e 80, reforçando a abrangência que o telejornalismo desta área adquiriu. E quando o futebol entrou em campo, o jornalista enfatizou: “O futebol é uma religião no Brasil”, e por isso tamanha importância neste processo evolutivo, o que implica uma maior responsabilidade por parte do jornalista da área. “Nós (os jornalistas) somos a razão; você, a paixão”, disse PC.

Responsabilidade. PC destacou que, como o futebol envolve a paixão do povo, ele deve ser tratado pelo jornalismo com responsabilidade e abrangência. “O telejornalismo esportivo deve ser esclarecedor”, segundo ele, que critica a falta de serviço do jornalismo de esportes, como a divulgação de preços de ingressos e como participar de um evento.

TECNOLOGIA Com o tempo, a maneira de fazer o telejornalismo esportivo foi mudando muito graças à tecnologia, uma grande aliada neste processo, segundo PC. “A tecnologia ajudou o telejornalismo esportivo, mais do que a qualquer outra área do jornalismo”, afirmou, pois aumentou a possibilidade de esclarecer o espectador através da imagem.

2014 E 2016: OS DESAFIOS Com o Brasil na rota dos eventos mais importantes da década no esporte (Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016), a função do jornalismo esportivo deve ser a de fiscalizar e acompanhar todo o processo de construção destes eventos, buscar soluções e cobrir, imparcialmente, todo este processo de mudanças no país antes, durante e depois da Copa e das Olimpíadas.
Ainda segundo PC, a transformação do jornalismo esportivo reflete a própria transformação que o Brasil está sofrendo, em diversos setores da economia e da sociedade.

CONCORRÊNCIA WEB PC Vasconcelos lembrou que a oferta de informação é muito grande, e só um grande nível de conhecimento consegue diferenciar um bom jornalista dos outros. No jornalismo esportivo, isso não pode ser diferente. A velocidade e a precisão devem estar aliadas no trabalho do repórter de esportes, levando em consideração as mídias sociais, mas com apuração dos fatos, para evitar falhas. Assim o jornalista constrói uma relação de credibilidade com o telespectador.

DEBATE Após o seminário, começou um debate com o próprio PC, na companhia de Carlos Ferreira, comentarista esportivo das ORM, e Álvaro Borges, diretor de jornalismo da TV Liberal. Os três responderam perguntas da platéia, com temas variados, desde a nova linguagem que os telejornais (como o Globo Esporte) apresentam ao público, até a participação feminina no telejornalismo esportivo.

Álvaro Borges no debate (Foto: Gustavo Ferreira)
Álvaro Borges falou da abordagem do esporte como entretenimento, o que se vê há tempos, e que se acentuou com o trabalho de jornalistas, como Tiago Leifert e Tadeu Schmidt. “Acho que finalmente o jornalismo esportivo está ganhando uma linguagem própria”, comentou Álvaro.

Ainda sobre a esta nova roupagem do jornalismo esportivo na TV, Carlos Ferreira disse que a imagem tem um papel ainda mais importante no tratamento das notícias. O telespectador busca as vantagens da mídia TV para ficar melhor informado, além de deixar a informação mais interessante. “O curioso é o chamariz para a informação”, segundo Ferreira.

ESPORTE PARAENSE Quando incitados por uma pergunta da platéia, sobre a situação do futebol paraense, os três concordaram em reforçar a idéia de que não  cabe ao jornalismo mostrar as soluções para os problemas; a função da imprensa é a de mostrar o que está acontecendo e suscitar a reflexão dos cartolas do nosso futebol.

“O futebol é o único esporte onde o pior pode ganhar do melhor, e fácil”. Com estas palavras, PC afirmou que não basta apenas o resultado. É preciso uma manutenção de gestão, o que significa planejamento.
Em entrevista ao Portal ORM, PC elogiou o evento: “Esta é uma iniciativa que deveria ser seguida por todos no país inteiro. É fantástico o que foi feito aqui pelo Troféu Romulo Maiorana. É raro e digno de ser seguido! Foi ainda melhor discutir jornalismo esportivo, porque jornalismo é sociedade e sociedade é Brasil. Esta troca de ideias entre gerações deveria acontecer sempre!”.

Os jornalistas Carlos Ferreira, PC Vasconcelos e Álvaro Borges, falando sobre telejornalismo esportivo 
(Foto: Gustavo Ferreira)
PREMIAÇÃO A festa de entrega do 17º Troféu Rômulo Maiorana será realizada na quarta, 01 de junho, às 19h30, no Teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas. 


sexta-feira, 22 de abril de 2011

FOTOS: Encontro reúne fiéis para celebrar a Sexta-feira da Paixão em Belém



Imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos se encontram em frente à Igreja das Mercês, na Campina, na manhã desta sexta (22). Arcebispo de Belém proferiu o Sermão do Encontro.

Texto: Gustavo Ferreira (@gusdferreira)


A manhã foi dedicada a orações e preces em Belém. Centenas de católicos reviveram hoje o caminho de Jesus, desde a condenação, até o calvário. A imagem do Senhor dos Passos saiu da Basílica De Nazaré, enquanto Nossa Senhora das Dores partiu da Igreja de São João, no bairro da Cidade Velha. Depois de mais de três horas de procissão, as duas imagens se encontraram em frente à Igreja das Mercês, na Campina, reunindo os fiéis. Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém, que proferiu o Sermão do Encontro, reforçou a idéia de renovação desta Sexta Santa. 

Senhor dos Passos (Foto: Stefany Bragança/Portal ORM)


Saída da imagem do Senhor dos Passos, da Basílica de Nazaré (Foto: Stefany Bragança/Portal ORM)



Saída da imagem de Nossa Senhora das Dores (Foto: Stefany Bragança/Portal ORM)




Nossa Senhora das Dores (Foto: Stefany Bragança/Portal ORM)


Procissão percorre as ruas do Comércio (Foto: Stefany Bragança/Portal ORM)


Igreja das Mercês, no bairro da Campina, palco do Encontro (Foto: Gustavo Ferreira)

Imagem de N. S. das Dores chegando na Igreja das Mercês (Foto: Gustavo Ferreira)

Senhor dos Passos (Foto: Gustavo Ferreira)

Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém, durante o Sermão do Encontro (Foto: Gustavo Ferreira)

As duas imagens seguem rumo à Catedral da Sé, para o fim da procissão (Foto: Gustavo Ferreira)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Muvuquinha debate a comunicação via web

Encontro realizado na Estácio/FAP reuniu especialistas em mídias sociais na internet, na última terça (19).

Texto: Gustavo Ferreira (@gusdferreira) e Renan Mendes(@renanmend_s)
Fotos: Renan Mendes e Natália Araújo(@natalia_hac)


O prof. Pedro Loureiro, Yggor Araújo, o mediador Phillippe Sendas e a profª. Luciana Miranda, durante a 4ª edição da Muvuquinha, na faculdade Estácio/FAP

Na última terça (19), a faculdade Estácio/FAP recebeu a 4ª Muvuquinha, evento que precede a Muvuca na Cumbuca, Semana de Comunicação da UFPA. Com o tema “Conteúdo.com: de quem é o domínio?”, os professores Luciana Miranda Costa (UFPA), Pedro Loureiro (Estácio/FAP), e o editor multimídia e radialista Yggor Araújo expuseram, para uma platéia de mais de 60 pessoas, seus pontos de vista a respeito da utilização das novas mídias sociais, assim como a convergência midiática entre comunicação, computação e conteúdo, e as repercussões dessas novas mídias na sociedade.

Profª Luciana Miranda, coordenadora da Rádio Web UFPA
Um dos pontos abordados foi a presença das universidades no processo multi-plataformas de comunicação. Para a profª Luciana Miranda, coordenadora da Rádio Web da UFPA, a universidade não acompanha a velocidade do avanço das mídias digitais e como elas transformam as relações sociais, porém não deixa de ter grande importância no processo, em termos de discussão e difusão das idéias que surgem e alteram o meio. “A universidade tem papel fundamenta na conversão midiática”, afirma.

Pedro Loureiro, adepto de várias redes sócias há tempos, cita a família como a primeira rede social existente na humanidade, e que o marco da revolução da comunicação via web foi a popularização dos blogs, no início dos anos 2000, o que facilitou a criação e divulgação de conteúdo, além de dar maior liberdade de expressão dos indivíduos.
Pedro Loureiro, professor da Estácio/FAP

Segundo o professor, a partir do Caso Mensalão (2005) e sua divulgação extensa pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog, essa mídia passou a ser mais respeitada como um meio de produção jornalística sério. Ponto de vista defendido também por Yggor Araújo, com relação ao Twitter. Na campanha eleitoral de Barack Obama, em 2008, e na crise do Irã, em 2009, quando a imprensa foi proibida de trabalhar durante os conflitos populares contra o ditador Mahmoud Ahmadinejad, a rede social foi fundamental para reforçar a função informativa da internet e das novas mídias. “Muitos têm acesso à informação e muitos a produzem, exercendo a função do jornalista”, diz.

Yggor fala também sobre a “divinização” da web, por parte da nova geração. “Hoje a internet é enxergada como uma entidade divina pelos jovens”, acrescenta. Segundo o radialista, a internet potencializou a dinâmica de divulgação do conhecimento, mas não pode ser encarada mais como o grande elemento provedor de mudanças da humanidade. Segundo ele, “muitos pensam na internet como o meio de mudar o mundo, mas eles não perceberam ainda que as mudanças no mundo já aconteceram; as pessoas personalizaram na figura da web as mudanças que já acontecem há tempos na sociedade”.

Outro ponto da discussão envolveu a apropriação das mídias web pelo indivíduo. Segundo os convidados, há uma dinâmica de produção de conteúdo que vai além da internet em si, pois esta dinâmica é controlada pelo usuário. No Brasil, no entanto, ainda há um certo atraso cultural, no que diz respeito a produção de conteúdo.

Yggor Araújo falando sobre comunicação e internet
Na opinião de Yggor, o país tem “pulado etapas” quanto à construção e produção de conteúdos web, pois a internet teria chegado a nós quando outras mídias, como a impressa e a TV já tinham se firmado na sociedade, e pelo fato de a maioria das pessoas ainda encarar a internet como um meio de se comunicar com amigos, simplesmente. “Muitas vezes a inclusão digital chega ao jovem antes da inclusão educacional”, completa Pedro Loureiro.

Todos os meios de comunicação ganham mais espaço com a internet, e não há uma perspectiva de que ela venha a substituir uma ou outra mídia. A TV não deixará de ser o meio mais popular de divulgação de conteúdo, mesmo com a emergência da web. A profª Luciana Miranda é categórica: “há uma convivência dos meios e demorará algumas gerações até que isso acabe, se acabar”. 

A próxima edição da Muvuquinha acontecerá na próxima quinta (28), na Livraria Saraiva do Boulevard Shopping (Doca), às 19hs. A Muvuca na Cumbuca, Semana de Comunicação da UFPA, será realizada entre os dias 11 e 14 de maio, no Campus Básico do Guamá (Av. Perimetral). Mais informações no site HTTP://muvuca.ufpa.br .