quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Descaso e responsabilidade social: um contraste.

Por Jéssica Sobral e Mayra Leal

Visando melhorar a área de lazer da universidade, os alunos do curso de Artes Visuais, Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo montaram um espaço com obras artesanais e um quiosque que servirá de repouso para os visitantes do Bosque Camilo Vianna e Benito Calzavara. Porém, o que seria um local de repouso, virou "stress" pois houve falhas na obra que provocam alagamentos no local.
A professora Gina Calzavara, coordenadora do projeto, define a obra como mal feita: "O objetivo, nesta época do círio, era que esse quiosque servisse de santuário para receber a santa. Mas, olha como está: tudo alagado! Chove muito em Belém, por isso tem que limpar quase todos os dias!"


O espaço é destinado a obras de sensibilização ambiental e responsabilidade social. É gerenciado pelo Instituto de Tecnologia, mas abrange projetos de vários cursos. Alunos da área da saúde utilizam o "Jardim da Saúde" para pesquisas com ervas medicinais e em parceria com a Sesma, promovem uma campanha de combate à dengue. Uma idéia boa, mas que causa uma contradição: "Como podemos fazer uma campanha de combate à dengue se a água parada fica conservada? É um absurdo que a prefeitura ainda não tenha tomado providências! Essa falha está atrapalhando o andamento dos projetos e não podemos montar uma estrutura para o círio com esse defeito!", comenta Gina.




Apesar da falha, atividades já estão sendo feitas no local, como a oficina de artesanato para as alunas da Terceira Idade e a plantação de mudas pela FAPESPA (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará), que tem o objetivo a produção de Biodiesel com base no processamento de plantas oleaginosas amazônicas presentes no Bosque. 
Gina faz um apelo para que os alunos cobrem da prefeitura uma solução para o problema: "Temos uma área de pesquisa que precisa ser explorada. aumenta o conhecimento do alunado e ajuda no avanço da Amazônia. Mas trabalhar em um lugar com problemas não é agradável, por isso ressalto a importância do reparo e da preservação do espaço que é benéfico para todos nós".

Faculdade de Geologia da UFPA estreita laços com o Ensino Básico

Por Gabriela Amorim e Lorena Saraiva

A Faculdade de Geologia da UFPA iniciou este ano o projeto de extensão "Composição de Kits Escolares" com o objetivo de esclarecer o desenvolvimento sustentável e seus ramos para o ensino básico.
O desenvolvimento sustentável é dividido em três ramos: físico, biótico e antrópico. No ensino básico há apenas um pequeno conhecimento sobre o físico, que se refere à formação da terra. "Neste e nos outros ramos ainda há um déficit de conhecimento", afirma o coordenador.
O projeto é coordenador pelo Professor Doutor Francisco de Assis Matos de Abreu e composto por quinze estudantes de geologia e oito professores.
O objetivo é preparar cem kits escolares explicando de forma simples a composição da terra, minerais, rochas e fósseis e distribuir em escolas de níveis fundamental e médio. Ainda está em aberto se serão apenas escolas pública ou privadas. Inicialmente o projeto está buscando parcerias com as escolas NPI e Tenente Rêgo Barros.
É um projeto recente e ainda não tem grande abrangência. Ele pretende aperfeiçoar a apredizagem das disciplinas relacionadas e conscientizar a comunidade escolar para os benefícios deste conhecimento, assim estreitando os laços da Universidade com o ensino básico.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dois olhares sobre o RU

Um estudante e uma funcionária opinam sobre as atuais condições do Restaurante Universitário da UFPA. Organização e higiene são os principais pontos.

De: Gustavo Ferreira e Marlon Leal

Conhecido pela comida barata e pelas filas assustadoras, o Restaurante Universitário (RU) do Campus Básico da UFPA, prestes a comemorar 18 anos de funcionamento, recebe centenas de alunos, professores e servidores diariamente, no almoço e no jantar. A aglomeração de pessoas reflete o seu sucesso e, ao mesmo tempo, uma estrutura cada vez mais insuficiente para recebê-las. 

Para alunos e funcionários, um ambiente que precisa de reparos, sob pontos de vista distintos. Entrevistamos um aluno de graduação e uma funcionária, cada um relatando suas impressões sobre um dos pontos de encontro mais famosos da Universidade.

SENHAS E DESPERDÍCIO Adilson Figueiredo, aluno de Odontologia (localizado no Campus Profissional), conta que almoça no RU quando precisa estagiar no Campus Básico, e queixa-se sobre a falta de senhas para organizar a bagunça nas filas. “Ter senha é questão de ser justo, pois agora, sem as senhas, a aglomeração é constante. Acho que elas (as senhas) deveriam voltar”, disse o estudante.

Em contrapartida, a cozinheira Nazaré Almeida, que começa seu turno ás 6 da manhã, afirma: “melhorou muito sem senha, elas causavam muito transtorno. Inclusive houve um caso de agressão a uma funcionária, no RU do (campus) Profissional, há uns meses atrás, por conta das senhas”. Até agora, segundo ela, não houve nenhuma queixa contra o sistema atual.

Perguntados sobre o desperdício de alimentos após as refeições, Nazaré e Adilson têm visões diferentes. Enquanto para o estudante, o índice de rejeição é elevado, a funcionária considera o mesmo índice normal. “O que os alunos deixam mais é farofa, salada. O principal, eles comem”, segundo a cozinheira.

HIGIENE Um dos maiores incômodos para quem come no RU é o constante tráfego de cachorros entre as mesas. Mesmo com a simpatia de alguns jovens, a circulação dos caninos vai de encontro às principais leis de higiene. Neste aspecto, os dois entrevistados concordam ao afirmar que a presença dos animais é ruim.

Nazaré conta que os funcionários tentam buscar uma solução para o problema, perante os órgãos administrativos, e que a cozinha está livre de qualquer invasão dos animais. “É higiênica”, segundo ela, que também culpa os “alunos-porcos” para a presença dos cães no RU: “eles (os alunos) também contribuem, dando comida pros cachorros. Aí eles se acostumam e sempre voltam”.

Para Adilson, a solução seria “tirar os animais” do recinto, reforçando a segurança nas entradas do Restaurante. “Além de trazerem doenças, os cachorros atrapalham a gente na hora das refeições. O jeito seria fazer com que eles não pudessem entrar”, disse o estudante de Odontologia.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

UFPA realiza encontro de matemática


Amanda Campelo e Renan Mendes

Encerra hoje o III Encontro dos Estudantes de Matemática da UFPA (EEMUFPA), realizado desde o último dia 29. O encontro é organizado pelos professores da Faculdade de Matemática da UFPA e neste ano o evento conta com mais de 600 participantes.
A terceira edição do encontro aborda principalmente as técnicas pedagógicas do curso, focando na formação de futuros docentes. A primeira edição, em 2009, estava  mais voltado para o campo cientifico da matemática.
Além de expandir o encontro para os estudantes de outras instituições, o evento está contando com a participação de estudantes e professores de outros estados. O destaque deste ano é o palestrante polonês Dr. Vilmos Komornik, da Universidade de Strasbourg.
O encontro possui uma programação diária de 10 horas, contabilizando palestras, que ocorrem no Auditório do Centro de Convenções Benedito Nunes, minicursos e oficinas, que ocorrem nos laboratórios do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN).
Devido a divulgação ter sido realizada durante o mês de julho, a internet foi uma das ferramentas mais importantes para a divulgação do EEMUFPA. A maioria dos estudantes que neste período estava de férias soube do evento por meio das redes sociais. O apoio da internet na divulgação contribuiu bastante para que o número de participantes dobrasse em relaçãoà primeiraedição do encontro.
A estudante do 6º semestre de matemática e também monitora do evento, Ana Flávia Ferreira Martins, destaca a diversidade e acessibilidade dos temas como um dos pontos principais que fizeram o EEMUFPA crescer. Ana afirma que o interesse dos estudantes de outras instituições e dos estudantes que ingressam a cada ano na UFPA tende a fazer com que o EEMUFPA cresça ainda mais a cada edição. O sucesso da terceira edição do encontro ratifica que o evento, antes restrito aos estudantes da UFPA, tornou-se um marco no calendário dos estudantes de matemática do país.